A síndrome do túnel do carpo é a compressão nervosa mais comum do membro superior e afeta milhares de pessoas, especialmente aquelas que realizam atividades repetitivas com as mãos. O problema ocorre quando o nervo mediano, responsável pela sensibilidade do polegar, indicador, dedo médio e parte do anelar, é comprimido ao passar por um canal estreito no punho.
Os sintomas mais frequentes são formigamento, dormência e sensação de choque nesses dedos, muitas vezes mais intensos durante a noite. Com a progressão da doença, pode surgir dor na base do polegar, além de perda de força e dificuldade para realizar tarefas simples, como segurar objetos ou abotoar roupas. Em casos mais avançados, pode ocorrer atrofia da musculatura da região tênar.
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. Testes realizados durante a consulta ajudam a confirmar a suspeita, enquanto exames complementares, como a eletroneuromiografia, podem ser utilizados para avaliar a gravidade da compressão.
Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento é, na maioria dos casos, cirúrgico. O procedimento consiste na liberação do ligamento que forma o teto do túnel do carpo, reduzindo a pressão sobre o nervo mediano. Trata-se de uma cirurgia relativamente simples, com alta taxa de sucesso e baixos índices de complicação.
A recuperação costuma ser rápida, permitindo retorno progressivo às atividades em poucas semanas. A maioria dos pacientes apresenta melhora significativa dos sintomas, especialmente quando o tratamento é realizado de forma oportuna, evitando danos permanentes ao nervo.
Dor no punho ao usar o celular? Pode ser De Quervain
A doença de De Quervain é uma inflamação comum na lateral do punho, próxima à base do polegar. Ela acontece quando os tendões que movimentam o polegar passam por um “túnel” estreito e começam a sofrer atrito, causando dor.
O problema é mais frequente em mulheres, entre 40 e 60 anos, mas também pode aparecer em gestantes ou no período após o parto. Isso ocorre por alterações hormonais e pelo aumento do uso das mãos no dia a dia, como carregar o bebê. Outro fator cada vez mais comum é o uso excessivo do celular, principalmente com movimentos repetitivos do polegar.
O principal sintoma é a dor na lateral do punho, que pode piorar ao segurar objetos, abrir potes ou até ao mexer no celular. Um sinal típico é uma dor forte, em forma de “fisgada”, ao dobrar o polegar em direção à palma da mão.
O diagnóstico é feito pelo médico com base na história e no exame físico, sem necessidade de exames complexos na maioria dos casos, e inicialmente o tratamento é clínico.
Quando a dor persiste ou limita às atividades, o tratamento mais eficaz costuma ser cirúrgico. A cirurgia é simples e consiste em liberar o espaço por onde passam os tendões, permitindo que eles voltem a deslizar normalmente. É um procedimento rápido, com alta taxa de sucesso.
Após a cirurgia, o paciente usa um curativo, por um curto período e retorna gradualmente às atividades. A recuperação costuma ser boa, com alívio significativo da dor e melhora da função do polegar.
Médico Ortopedista e Traumatologia, especialista em Cirurgia da Mão, Mestre e Doutor pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
Atua na cidade de Blumenau há 10 anos, no IOT Blumenau.
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