Eskimó leva ao Passo Manso uma história de 45 anos no mercado de sorvetes

Nova loja em Blumenau aproxima os moradores de uma marca catarinense que nasceu em uma pequena estrutura em Criciúma e ampliou sua presença pelo Brasil

Por Claudir Benini — Jornalista/Editor

A história de uma empresa que começou com poucos equipamentos no Sul de Santa Catarina ganha um novo capítulo no bairro Passo Manso, em Blumenau. A nova loja da Eskimó, apresentada por meio do perfil @eskimo.passomanso, associa o comércio do bairro à trajetória de uma marca que completa 45 anos em 2026. Por trás dos sorvetes e picolés está um percurso empresarial marcado por trabalho familiar, dificuldades financeiras, mudanças na forma de vender e investimentos na produção.

A Eskimó foi fundada em 1981 por Pedro Reis, em Criciúma. Conforme o histórico institucional da empresa, suas primeiras atividades ocorreram em uma sala térrea de aproximadamente 200 metros quadrados, na Rua Henrique Lage, no Centro da cidade. A estrutura reunia dois equipamentos para fabricar picolés e três máquinas de sorvete, de modelos convencionais. Era um começo modesto para um empreendimento que, nas décadas seguintes, conquistaria espaço muito além de sua região de origem.

Antes de se dedicar à indústria, Pedro trabalhava no Banco do Brasil. Segundo reportagem da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, a FIESC, ele inicialmente pretendia abrir uma pizzaria. A oportunidade de adquirir uma pequena fábrica de sorvetes, entretanto, alterou seus planos. O contato com a fabricação despertou o interesse pelo negócio e deu início a uma trajetória que também envolveria sua esposa e seus filhos.

O crescimento não ocorreu sem obstáculos. A empresa enfrentou um período de endividamento e dificuldades operacionais, especialmente diante dos custos de uma distribuição pulverizada em pequenos estabelecimentos. A recuperação exigiu rever preços, aumentar o volume de vendas e reorganizar a operação. Essa experiência ajudou a consolidar uma característica que passaria a orientar o negócio: buscar escala para oferecer produtos a preços populares.

Uma mudança importante aconteceu em setembro de 2006, quando a fábrica foi transferida de Criciúma para Içara, também no Sul catarinense. A nova localização permitiu ampliar as instalações e a capacidade produtiva. A transferência marcou uma etapa de modernização e preparou a empresa para atender a uma rede de comercialização cada vez mais extensa.

Outro marco veio em 2009, com a abertura da primeira loja no modelo de franquia, conforme a cronologia divulgada pela própria Eskimó. A aproximação com o consumidor por meio de estabelecimentos identificados com a marca ganhou importância na expansão. Em dezembro de 2018, a empresa inaugurou sua primeira filial inteiramente administrada pela fábrica. Dois anos depois, investiu em máquinas automatizadas para a produção de sorvetes e picolés.

A proposta comercial também contribuiu para diferenciar a Eskimó. Em lugar de depender apenas da venda de unidades isoladas em pontos de terceiros, a empresa desenvolveu lojas voltadas à compra de vários produtos para levar para casa. O formato de atacadão aberto ao consumidor final tornou a relação entre variedade, quantidade e preço um elemento central de sua atuação.

Em reportagem publicada em janeiro de 2021, o Canal Içara já destacava que a marca reunia mais de 100 itens, entre diferentes tipos e sabores de sorvetes e picolés. Na ocasião, a empresa apontava consumidores finais e revendedores como públicos de sua operação e ressaltava a combinação de diversificação com preços acessíveis. Esses registros mostram como a ampliação do catálogo acompanhou a expansão comercial.

A dimensão alcançada posteriormente aparece em levantamento divulgado pela FIESC: mais de duas mil lojas, um portfólio de 106 produtos e capacidade industrial de até 1,5 milhão de picolés e 300 mil litros de sorvete por dia. Os números apresentados pela entidade ajudam a dimensionar a transformação de uma pequena fábrica catarinense em uma operação com presença em diferentes regiões brasileiras.

Em Blumenau, a marca já possui registros de unidades em outros bairros. Há estabelecimentos cadastrados na Rua Guilherme Scharf, no Fidélis, e na Rodovia Paul Fritz Kuehnrich, na Itoupava Norte. A nova loja do Passo Manso acrescenta um endereço de referência da Eskimó na cidade e aproxima a marca dos moradores dessa comunidade.

Para o comércio de bairro, a presença de uma loja especializada representa uma alternativa de compra próxima da rotina das famílias. No caso dos sorvetes e picolés, o consumo pode acompanhar desde uma sobremesa em casa até encontros e comemorações. A instalação no Passo Manso conecta essa demanda cotidiana à trajetória industrial construída pela empresa em Santa Catarina.

O perfil @eskimo.passomanso é o canal indicado para acompanhar as informações da unidade. Já o endereço eskimo.com.br reúne a referência institucional da marca. A chegada ao bairro liga, assim, duas escalas do mesmo negócio: a produção desenvolvida ao longo de décadas e o atendimento próximo de quem escolhe os produtos para consumir em casa.

Da sala de 200 metros quadrados em Criciúma à presença em Blumenau, a trajetória da Eskimó revela como uma empresa familiar transformou sua forma de produzir, distribuir e comercializar. No Passo Manso, essa história passa a fazer parte do cotidiano local, aproximando os moradores de uma marca que nasceu em Santa Catarina e cresceu acompanhando diferentes gerações de consumidores.

Nota de apuração: não foi possível acessar as publicações do Instagram da unidade nem o conteúdo do site informado. Por isso, endereço, horário de atendimento, data de inauguração, responsáveis e ofertas específicas da loja do Passo Manso não foram incluídos.