Comissão aponta atraso tecnológico da Prefeitura de Blumenau e questiona eficiência do sistema PRONTO

A Comissão Legislativa Temporária Especial para discussão e acompanhamento do Sistema PRONTO concluiu, durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira (28), que a Prefeitura de Blumenau enfrenta problemas de atraso tecnológico, falta de integração entre sistemas e excesso de plataformas funcionando simultaneamente nas secretarias municipais. Para os vereadores, a situação gera aumento de custos, burocracia, sobrecarga aos servidores e maior risco de falhas operacionais.

O encontro reuniu as equipes técnicas das secretarias municipais de Educação (Semed) e de Desenvolvimento Social (Semudes) para apresentar como o Sistema PRONTO é utilizado nas rotinas administrativas de cada pasta. Participaram da reunião os vereadores Bruno Win (NOVO), presidente da comissão; e Professor Gilson de Souza (União Brasil), vice-presidente. João Valle Neto (PP), relator dos trabalhos, justificou ausência.

O objetivo da reunião foi compreender a utilização do sistema dentro das secretarias, avaliar a eficiência da ferramenta e verificar se os serviços prestados justificam os valores investidos pelo município.

Educação

Na Secretaria de Educação, o sistema é utilizado exclusivamente de forma administrativa e interna, sem acesso ao público. Segundo a equipe técnica, a plataforma auxilia no controle de estoque das unidades de ensino, gerenciamento de pedidos mensais e pedidos específicos, além da geração de relatórios de abastecimento e controle de materiais.

Antes da implantação do sistema, os processos eram realizados manualmente, principalmente por e-mail, o que gerava grande volume de mensagens, atrasos e riscos de perda de informações. A secretaria destacou que o PRONTO trouxe avanços na organização administrativa e no gerenciamento dos estoques das instituições de ensino.

Apesar disso, foram mencionadas reclamações relacionadas à dificuldade de utilização da plataforma por parte de alguns diretores escolares. De acordo com a pasta, parte dos problemas estaria relacionada à alimentação incorreta ou insuficiente do sistema. Por isso, a secretaria informou que vem promovendo capacitações e orientações para os profissionais responsáveis pela utilização da ferramenta.

Além do controle de estoque, o sistema também possui integração com o Ensinablu, permitindo que diretores e secretários escolares acompanhem o status vacinal dos estudantes. A medida atende a um decreto municipal que tornou obrigatória a apresentação de atestado de vacinação no ato da matrícula e rematrícula nas instituições públicas e privadas do município.

Outra integração ocorre com o Sistema de Cadastro Fila Única, mecanismo utilizado para levantamento e divulgação da demanda por vagas na educação infantil de crianças entre 0 e 3 anos, conforme determinação de legislação federal aprovada em 2024.

Durante a reunião, também foi informado que o valor anual previsto no contrato da Educação é de aproximadamente R$ 1,1 milhão. No entanto, como um dos serviços contratados não é utilizado, o custo efetivamente pago pelo município atualmente é de R$ 677.655,12 ao ano