Programa Pedagogia Hospitalar celebra 10 anos garantindo Educação durante o tratamento de saúde

Evento marca uma década de atuação do programa que garante a continuidade dos estudos de crianças e adolescentes durante períodos de internação

Há 10 anos, o ambiente hospitalar também se tornou espaço de aprendizagem para centenas de crianças e adolescentes. Nesta sexta-feira, dia 19, o Programa Pedagogia Hospitalar “Amanda Carolina Kuodrek” celebrou uma década de atuação com um evento realizado no Hospital Santo Antônio.

O encontro marca uma trajetória dedicada à garantia do direito à educação de crianças e adolescentes hospitalizados, assegurando a continuidade da aprendizagem mesmo durante os períodos de internação e tratamento de saúde.

Criado em 2008 como projeto, o Programa Pedagogia Hospitalar foi oficialmente instituído em 17 de junho de 2016, por meio do Decreto Municipal 10.989. Desde então, tornou-se referência regional ao oferecer atendimento pedagógico para estudantes internados, mantendo o vínculo com a escola de origem e reduzindo os impactos do afastamento escolar durante o tratamento médico.

O programa atende estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental das redes municipal, estadual e particular, além de estudantes de diversos municípios da região atendidos pelo Hospital Santo Antônio. As atividades são realizadas na classe hospitalar ou diretamente nos leitos, sempre respeitando as condições clínicas, necessidades e potencialidades de cada estudante.

“O Programa Pedagogia Hospitalar mostra que a educação pode transformar vidas mesmo nos momentos mais difíceis. Ao longo desses 10 anos, centenas de crianças e adolescentes puderam continuar aprendendo, sonhando e construindo seu futuro durante o tratamento de saúde”, destaca o prefeito, Delegado Egidio Ferrari.

O trabalho é desenvolvido por professores da Secretaria Municipal de Educação com a colaboração de equipes médicas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do Hospital Santo Antônio. A atuação das professoras acontece de forma articulada com as instituições de ensino de origem, que encaminham conteúdos, atividades e orientações pedagógicas para que os estudantes possam acompanhar o currículo escolar durante o período de internação.

Além dos conteúdos curriculares, os atendimentos incluem atividades de leitura, escrita, matemática, artes, música, teatro e práticas lúdicas que contribuem para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos estudantes. O programa também favorece a manutenção dos vínculos com professores e colegas, mantendo o sentimento de pertencimento e estimulando a continuidade dos estudos mesmo após a alta hospitalar.

Atualmente, o Hospital Santo Antônio é referência para mais de 50 municípios em diversas especialidades pediátricas, fazendo com que o programa beneficie crianças e adolescentes de toda a região.

A secretária de Educação, Simone Probst, enfatiza que a Pedagogia Hospitalar vai além da continuidade dos estudos. “Esse programa leva acolhimento, pertencimento e esperança para crianças e adolescentes em períodos de tratamento de saúde. São 10 anos de uma parceria que demonstra a importância de olhar para cada estudante de forma integral mesmo durante uma internação”, ressalta.

Aprender a ler dentro do hospital
Entre as muitas histórias que passaram pelo Programa Pedagogia Hospitalar ao longo dos anos, a de Isabela de Oliveira Cardoso simboliza o impacto da iniciativa na vida de crianças e adolescentes em tratamento de saúde.

Isabela recebeu o diagnóstico de leucemia em outubro de 2020. Em abril de 2021, quando o programa retomou os atendimentos presenciais após o período de suspensão causado pela pandemia de Covid-19, ela foi uma das primeiras estudantes atendidas.

Na época, tinha 7 anos, cursava o 2º ano da Escola Isolada Municipal Bilíngue Alves Ramos e estava em processo de alfabetização.

A partir daquele momento, Isabela passou a receber acompanhamento pedagógico durante os períodos de internação. Mesmo enfrentando um longo tratamento, manteve o interesse pelos estudos e o desejo de aprender. Ao final daquele ano, alcançou a alfabetização dentro do ambiente hospitalar.

Em dezembro de 2022, Isabela concluiu o tratamento e participou do tradicional momento de tocar o sino, símbolo do encerramento dessa etapa e do início de um novo ciclo. Hoje, aos 12 anos, ela cursa o 7º ano da Escola Básica Municipal Professor Friedrich K. Kemmelmeier.