Elas viraram assunto nas redes sociais, despertaram uma procura enorme e passaram a representar, para muita gente, uma nova possibilidade de emagrecimento. Só que as chamadas canetas emagrecedoras têm outro lado nessa história: são produtos caros. E quando muita gente quer comprar algo que custa bastante, o mercado clandestino enxerga uma oportunidade.
Foi justamente esse universo que apareceu por trás de uma porta em Navegantes. Nesta quinta-feira (27/08/26), a Polícia Civil encontrou uma estrutura clandestina onde, segundo a investigação, eram manipuladas substâncias ligadas a esse mercado. Um homem de 45 anos e uma mulher de 34 foram presos em flagrante.
O que havia no local ajuda a dimensionar o negócio. A polícia apreendeu R$ 27,1 mil em dinheiro, frascos de tirzepatida e retatrutida, além de oxandrolona, testosterona, primabolan, trembolona, anfetaminas e agonista do GLP-1, utilizado para fazer canetas emagrecedoras.
Também foram encontrados líquido para cigarro eletrônico contendo THC e diferentes objetos e instrumentos usados, conforme a investigação, na preparação final dos produtos.
Mas um detalhe mostra até onde iria a tentativa de transformar substâncias de origem duvidosa em produtos com aparência confiável.
Segundo a Polícia Civil, o casal diluía tirzepatida em solvente e vendia a mistura como se fosse retatrutida, cuja comercialização é proibida no Brasil. Os próprios rótulos seriam falsificados em uma impressora.
Nas embalagens, textos em inglês e a bandeira dos Estados Unidos indicavam que o produto teria sido fabricado naquele país. A investigação, porém, apontou outro caminho: os produtos teriam sido produzidos na China e adquiridos ilegalmente no Paraguai.






